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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Crónica para o Jornal "A Noz", ou o Sérginho a descascar em inergumenos cá da terrinha, Parte II

Esses Nós...

Tenho reparado que, em algumas crónicas deste jornal, se tem usado e abusado da primeira pessoa do plural.
“Nós isto, nós aquilo…”, “Nós contactamos tal entidade”, “Ficaremos alerta”…
Nós? Das duas uma… Ou é para rimar com o nome desta publicação ou então formou-se para aí um movimento de justiceiros populares de que eu não me apercebi. Se este último for o caso, digam-me onde é o guichet, pois quero preencher o formulário de inscrição!

O facto é que o “nós” e o “eles” dão muito jeito para atirar a pedra e esconder a mão.

O descontentamento com o poder central é algo complicado de expôr… (Talvez daí venha esse “Nós”). Ou se vai para a rua fazer uma revolução com Cravos, ou então temos que nos contentar com exercer o nosso direito de voto. Em ambos os casos o resultado final pode não ser o mais agradável para o frustrado cidadão. Já o descontentamento com o poder local é mais fácil de resolver, e eu posso falar por experiência própria. Quando achei que esta pobre terra estava entregue à “bicharada”, reuni meia dúzia de camaradas e, apesar dos meus 18 anos mal pintados, tomei uma atitude e não deixei que falassem por mim. Juízos á parte quanto á figura mais ou menos agradável que terei feito, o facto é que o que fiz não foi mais do que tomar uma posição, em vez de andar por aí a falar mal escondido atrás da primeira pessoa do plural…

Fica por isso o desafio.
Esses “nós” que ganhem cara e tomem uma posição digna do seu descontentamento e nas próximas autárquicas cá estarei para dar (ou não) o meu voto. Porque criticar uma vez por mês no jornal da terra é fácil… Até eu o faço!

Eu acho que as portas devem estar sempre abertas a quem (acha que) consegue fazer melhor.

Até lá, gostem ou não, vigora a velha máxima: "Manda quem pode, obedece quem deve."

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Crónica para o Jornal "A Noz", ou o Sérginho a descascar em inergumenos cá da terrinha, Parte I

Quem me conhece sabe que sou um pouco reservado.
Há quem diga que isso me prejudica, mas a minha opinião é que na realidade, muitas vezes, fico a ganhar. É que, às vezes, há aí muita gente que fala só para não estar calado e isso acaba por resultar numa rajada de besteiras que acaba por prejudicar o seu autor, mais cedo ou mais tarde.
A realidade é que, cada vez menos, qualidade e quantidade andam de costas voltadas. Se não vejamos, por exemplo, o jogo da Taça UEFA, entre Guimarães e Portsmouth, que culminou com a passagem dos ingleses. Os vimaranenses tiveram duas oportunidades de golo flagrante e, logo de seguida, uma bastou para os ingleses fazerem o golo que lhes valeu a qualificação.
Outro exemplo serão as crónicas de Miguel Sousa Tavares, que eu tanto aprecio, no jornal A Bola. O homem escreve um dia por semana, num jornal, uma só crónica. E tem um sucesso dos diabos.
Como vêem, no futebol como nisto de brincar aos comentadores de “coisas”, o número 1 chega para fazer a diferença. Não é necessário maçar as pessoas com o nosso nome e a nossa fotografia em 70% das páginas de um jornal, a tirar ilações desmedidas, descontextualizadas e infundadas sobre as acções de outros.
É um pouco como a malta do Gato Fedorento. Ao principio tinha piada. As pessoas viam e riam. Depois começaram a ficar com a imagem gasta e agora, ainda que mantenham um alto nível de audiência, já poucos são os que lhe acham a piada de antes... Foi cansando. É como tudo que se torna repetitivo... Enjoa.
E é por isto que, ás vezes, é melhor esperar para ver e fazer como o João Pinto: fazer os “prognósticos só no fim do jogo” para depois “chutar com o pé que está mais à mão”.