Insidous é um filme realizado em 2010 por James Wan ( Saw & Dead Silence) e algo que estava à espera de ver já há algum tempo.
Ver este filme provocou-me um misto de sentimentos. Primeiro pareceu-me que seria apenas mais um filme sobre a família que se muda para uma nova casa, fora da sua zona de conforto, e acaba por descobrir, passados alguns dias, que a casa está assombrada. Tudo ao estilo de Amytiville e dos "n" filmes do género que existem.
No entanto, a trama guarda algumas surpresas agradáveis que levam o filme para um desenvolvimento bem diferente do tradicional fime da "casa assombrada" já mais do que batido e onde já pouco há para explorar.
Assim, um filme que inicialmente me pareceu monótono, transforma-se em algo diferente e inovador no género em que se insere não só em termos de conceito mas também em termos da linguagem visual adoptada.
O elenco, sem grandes estrelas conceituadas (como é normal neste tipo de filmes), tem na prestação do casal que é o centro da acção (Patrick Wilson e Rose Byrne) a principal força.
Fica o trailer
Este ano, a 13 de Setembro (sexta-feira), chegará aos cinemas americanos a sequela de Insidious. Basta esperar que seja pelo menos tão bom como o primeiro.
Esta sequela é bem precisa para dar seguimento a história do primeiro filme. Porquê? Se eu dissesse seria um spoiler GIGANTE... E aqui não há spoilers. Vejam o filme que vale a pena.
PS: Já está disponível o trailer do Insidious 2, mas o próprio trailer contém spoilers do primeiro filme. Se não viram o primeiro e não querem ficar já a saber parte da história, não vejam o trailer do segundo.
Terminei hoje de ver a mini-série Bag of Bones (Saco de Ossos), a adaptação a TV do livro de Stephen King com o mesmo nome.
Para quem, como eu, ainda não leu o livro, esta adaptação poderá definitivamente dar o mote para tal.
Mick Garris, o realizador, está acostumado a transferir para a linguagem visual as obras de Stephen King pois conta entre os seus trabalhos com diversas adaptações de trabalhos literários do referido autor, como The Stand, The Shining (série), Riding the Bullet, Sleepwalkers e mais recentemente Desperation.
Nesta trabalho em particular, Mick Garris, conseguiu adaptar perfeitamente o ritmo que existe normalmente nos livros de Stephen King ao ritmo que se exige para televisão. Tal como na obra escrita, a narrativa não abranda e mantém-nos "agarrados" até ao final. A história agarra o espectador e só o larga quando, no final, o ecrã vai a negro.
Ainda que não ache que este é a melhor adaptação da escrita de Stephen King ao audiovisual, está sem dúvida entre os melhores por três razões principais:
A experiência de Mick Garris a trabalhar com este autor
O elenco é, na minha opinião, dos melhores já reunido num filme de Stephen King, com Pierce Brosman e Annabeth Gish nos principais papéis.
Os efeitos especiais estão muito bem conseguidos.
Não é um filme, é uma mini-série de 2 episódios, por isso não é algo que se veja para acompanhar um balde de pipocas. É algo que dura 234 minutos e, se for para ver seguido (como eu recomendo) exige paixão pela história e pelo autor.
A maioria as pessoas que conheço gosta de ler os livros antes de visualizar os respectivos filmes. Comigo acontece precisamente o contrário. Gosto de ver um filme e estar a pensar como terá sido escrito o seu livro e o seu guião e depois, se valer a pena, pegar no livro e ler. Foi assim o Mundo Perdido: Jurassic Park II, foi assim com A Barreira Invisível e está a ser assim com a Tempestade do Século.
Com o Mundo Perdido, cujo título original é "The Lost World: Jurassic Park II", apanhei uma desilusão, já que o livro em que se baseia é demasiado denso e rebuscado quando comparado com o filme. O livro tem o mesmo nome do filme e foi escrito por Michael Crichton que já havia escrito o primeiro Jurassic Park.
No segundo caso, A Barreira Invisível, a reacção foi precisamente a oposta. Se adorei o filme, amei completamente o livro. O filme baseia-se no livro de James Jones, Os Sãos e Os Loucos, e penso que é justo que se diga que o filme e o livro se complementa. Devo admitir que vi o filme algumas 20 vezes (sim sou completamente doente) e só depois de ler o livro fui capaz de perceber algumas situações, uma vez que o livro tem muito mais conteúdo que o filme (como é natural).
Actualmente encontro-me a ler A Tempestade do Século de Stephen King, na sua liguna original. É fascinante. A própria introdução é uma delícia para um amante da escrita para TV e Cinema (amante e não mais que isso, porque neste país não há apoios para nada), explicando de forma sucinta as peripécias que um argumentista vai passando no processo de criação de um guião. O resultado final é uma mini-série de 3 episódios absolutamente deliciosos. O livro não se apresenta sob a forma de romance mas sim sob a forma de guião para TV com toda a formatação o que é, para mim, uma ferramenta de estudo espetacular. O próprio Stephen King justifica esta opção da seguinte maneira: "The Idea always dictates the form.". E está muito bem justificado se querem que vos diga... À imagem do que fiz nos parágrafos anteriores, não vos vou contar a história, pois aconselho que tratem sim é de ver os filmes, mas posso adiantar que a história é bastante interessante, as personagens são muito bem aproveitadas e o Andre Linoge é o meu vilão favorito na história do cinema (ou dos filmes que vi...). Quem dá corpo à personagem é o actor Colm Feore que entrou ainda em filmes como Pear Harbor, The Sum of All Fears, Chicago, The Exorcism of Emily Rose entre muitos outros sendo o seu mais recente projecto a série Guns.
Andre Linoge
Já me alonguei demais nesta minha exposição de temática desinteressante, deixo-vos então com o trailler da Tempestade do Século. Tentem vêr esta obra. É muito boa.
Pah vocês podem-me dizer: "Ah mas este Linoge é um bocado doente...."