quarta-feira, 12 de setembro de 2012

As coisas que eu leio, Parte II

"(...)'No one can ever know what we did!'
'No one ever will' I said, sounding far bolder than I felt. Things had already gone wrong, and I was starting to realize that a deed is never like the dream of a deed.
'She won't come back, will she?'
'What?'
'She won't haunt us, will she?' Only he said haint, the kind of coutry talk that had always made Arlette shake her head and roll her eyes. It is only now, eight years later, that I had come to realize how much haint sounds like hate.
'No,' I said.
But I was wrong.

In Stephen King's 1922 
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Efeito CR7

Com o Cristaninho muito triste e muito desiludido com a sua vida profissional, coitadinho, surgiu por aí um surto de coitadinhos de mal com a vida. Entre ontem e hoje cruzei-me com uma grande quantidade de amigos e conhecidos que estão "stressados", "desagradados", "tristes" com a sua situação actual... Mas ninguém mexe o cu para mudar nada.
Eu tenho uma ideia para resolver o vosso problema (e o do Reinaldo também):
Peguem em vocês e morram! Longe!
Depois esperem 3 dias, para verem se ressuscitam (há uns anos um tipo fez isso e teve um enorme sucesso, tanto que hoje há largas centenas de velhinhos vestidos de forma ridicula que vivem no meio do luxo á conta disso).
Caso ressuscitem, parabéns, os vossos problemas acabaram e serão agora adorados por uma legião incontável de... paralímpicos (?!) (tal como o outro)
Caso não ressuscitem, deixem-se estar.

Vocês são isto -> sim, cliquem aqui!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

As coisas que eu leio, Parte I

"(...) 'Now what is it you want?' I asked after drawing this picture in as much detail as I could manage.
'To stay here with you, Poppa,' he said. Tears were streaming down his cheeks. 'Why does she have to be such a... such a...'
'Go on,' I said. 'The truth is never cursing, Son.'
'Such a bitch!'
'Because most women are,' I said. 'It's an ineradicable part of their natures. The question is what we're going to do about it'"

In Stephen King's 1922


quarta-feira, 11 de abril de 2012

"Um tiro em Atenas" de Baptista-Bastos

Não é possível ficar indiferente a este texto do Baptista-Bastos no Diário de Notícias.

Fica a transcrição.

"Era um velho decente, formal e limpo. E havia nele memórias, sofrimento e grandeza. Olhou em volta. Nem a sombra de um remorso nem aquele limite denso e excessivo que a idade costuma expor. Olhou em volta e talvez estivesse a lembrar-se dos vendedores de esponjas de antigamente, que ofereciam o produto na praça da Constituição; ou das tavernas com parreiras, na Plaka, sob as quais comera queijo de cabra e bebera resinato, nos longos dias de calor. E de mulheres com quem dançara, pelas festas perdidas para sempre.
Passara por muitas coisas de infortúnio e por algumas alegrias selvagens e dispersas. Transfigurada de ventos e de silêncios, a cidade fora invadida pelos nazis, envolvendo de medo e atrocidades o chão sagrado dos deuses, dos poetas e dos filósofos.
Atravessara o luto criado pelos coronéis, com a consciência de que a adversidade era fruto da falta de bondade e de compaixão, aparentemente inexplicável. Fora preso por querer ser livre. Conhecera as rudezas do desemprego, e os ténues acenos de uma esperança obstinada. Depois, como se a sociedade precisasse de um mundo de compensações, haviam-lhe reduzido o ordenado, e aumentado tudo o que pertencia aos domínios da sobrevivência estrita. Mais tarde, extorquiram-lhe os subsídios e limitaram-lhe os proventos de uma reforma escassa.
Suportou as gradações da infelicidade, porque aprendera que a infelicidade nunca é lisa, e dispunha sempre de diferentes medidas de circunstância. Chegara, assim, ali: àquele plaino com relvado, de onde se divisava o que desejasse ser divisado. E descobrira, exausto e triste, de que pouquíssimas vezes o tinham deixado ser feliz e livre.
Soltou um grito. Como se quisesse desabafar a dor insuportável que sobre ele tombara, lhe vergara os ombros e lhe ferira o mais secreto da sua fé. As coisas são como são, diziam. Mas ele não queria que as coisas fossem como queriam que elas fossem.
A partir de certa altura, decidira manter uma atitude respeitosa e marginal. Nem mesmo assim obtivera paz e sossego. A verdade é que um homem está sempre ligado ao seu passado. O aparente apaziguamento interior não domesticara a ira, a cólera e a indignação que sentia, sobretudo quando a sua terra deixara de ser a lenda e a história e fora transformada numa litografia imbecil.
Quando gritou, gritou para aqueles que o não ouviam ou não desejavam ouvir. Assaltara-o o medo de ter, num futuro próximo, de esgaravatar nos caixotes de lixo, em busca de comida. E de deixar aos filhos e aos netos o peso de dívidas e a impossibilidade de as pagar. Sentou-se na relva. Ninguém o olhou. Há muito que as pessoas não se cruzavam: trespassavam-se.
Gritou: eles não respeitam nada nem ninguém!
E disparou o revólver na cabeça.
Dimitris Christoulas, 77 anos, reformado, grego. Nosso irmão."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Wrestlemania 28 (com atraso)


Só acabei de ver a Wrestlemania deste ano ontem.
Fiquei um bocado desiludido com o evento, já que alguns dos confrontos acabaram por não ser tão espectaculares como podiam ter sido. O caso do embate entre Sheamus e Daniel Bryam é chocante e acho que quem teve a ideia de fazer o combate assim devia ser açoitado com um chicote 10000 vezes.
Para além disso eu sou (e serei) muito crítico do que se faz todos os anos com o Undertaker. O homem tem enormes dificuldades em mexer-se e, embora seja e será sempre o ícone sem precedentes, já passou o auge e talvez seja a hora de sair. Aquele combate da brigada do reumático foi penoso e ainda que tenha tido momentos bons, foi muito parado para o meu gosto...
Por fim, tive muita pena de que, no combate principal, anunciado ao longo de 1 ano, entre o Rock e o Cena tenha ganho o Rock. Não gosto do Cena, mas o facto é que ele merece o respeito dos fãs por estar sempre em acção 7 noites por semana o ano todo. Goste-se dele ou não, acho que é preciso respeitar isso.
No lugar dele não sei o que faria se me "mandassem" perder contra o menino bonito que aparece uma vez de meio em meio ano para buscar um saco de dinheiro... Fica a minha homenagem ao John.



Foi das Wrestlemanias menos estimulantes que já vi.